Bula do remédio Furosetron

Furosetron

Bula do remédio Furosetron. Classe terapêutica dos Diuréticos. Princípios Ativos Furosemida .

Indicação

Para que serve?

O Furosetron serve no tratamento de edema associada à insuficiência cardíaca congestiva, cirrose hepática, disfunções renais incluindo síndrome nefrótica.

No edema pulmonar agudo, pode-se utilizar a furosemida por via endovenosa como terapia adjuvante.

No tratamento da hipertensão, por via oral isoladamente ou em combinação com outros anti-hipertensivos.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Não deve-se usar o Furosetron em casos de encefalopatia hepática; nos pacientes com hipersensibilidade à furosemida ou sulfonamidas; obstrução das vias urinárias nos casos de oligúria; na hipovolemia ou desidratação; nas associações com cefaloridinas; na insuficiência renal com anúria.

Posologia

Como usar?

VIA ORAL: a posologia deve ser individualizada a critério médico, para administração diária ou em dias alternados. De modo geral, recomenda-se a seguinte posologia:
Adultos:
Hipertensão arterial: moderada: 1/2 comprimido ao dia.

mediana: 1 a 2 comprimidos ao dia.

Edemas: moderados: 1/2 a 1 comprimido ao dia.

graves: 2 a 3 comprimidos ao dia.

Crianças: 1 a 2 mg/kg de peso corporal ao dia.

VIA PARENTERAL: a posologia deve ser individualizada a critério médico. De modo geral recomenda-se a seguinte posologia:
Adultos:
A terapia parenteral endovenosa ou intramuscular deve ser reservada para situações nas quais não seja possível a utilização da terapia oral ou para situações clínicas de emergência.

Edemas: dose inicial única de 20 a 40 mg (intramuscular ou endovenosa).A injeção endovenosa deve ser feita lentamente (1 a 2 minutos). Se necessário, pode-se repetir a dose inicial ou uma dose maior após 2 horas. Pode-se aumentar a dose de 20 mg e administrar de 2 em 2 horas até que o efeito diurético desejado tenha sido obtido. A dose de manutenção individualizada deve então ser administrada 1 ou 2 vezes ao dia.

Edema pulmonar agudo: dose inicial de 40 mg administrados lentamente por via endovenosa (aproximadamente 2 minutos). Se não ocorrer uma resposta satisfatória em 1 hora, a dose pode ser aumentada para 80 mg injetados também lentamente por via endovenosa. Se necessário, administrar concomitantemente digitálicos, oxigênio, etc.

Crianças: dose inicial de 1 mg/kg de peso corporal (intramuscular ou endovenosa) lenta e cuidadosamente injetados. Se não ocorrer resposta satisfatória, a dosagem pode ser aumentada de 1mg/kg, administrados de 2 em 2 horas até obter-se o efeito desejado. A dose máxima recomendada é de 6 mg/kg de peso corporal.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

O Furosetron muito raramente podem causar reações cutâneas, leucopenia e trombopenia. Na insuficiência hepática pode ocorrer encefalopatia hepática. As perturbações hidro-eletrolíticas manifestam-se por desidratação, hiperazotemia, hiponatremia e hipovolemia, acompanhada de hipotensão ortostática, que pode ser potencializada com a utilização de álcool, barbitúricos e narcóticos. Pode ocorrer hipocalemia associada ou não à alcalose metabólica. A hipocalemia pode ser perigosa nas insuficiências cardíacas, principalmente nos pacientes em tratamento com antiarrítmicos quinidínicos. Pode ocorrer elevação de glicemia e também diminuição da capacidade auditiva.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

A diurese excessiva pode ocasionar desidratação e redução do volume sangüíneo com consequente colapso e possível trombose e embolia vascular, principalmente em pacientes geriátricos. Todo tratamento com diuréticos exige avaliação constante do equilíbrio hidro-eletrolítico (sódio e potássio). Nos pacientes cirróticos, avaliar a calemia, natremia e função renal. A calemia deve ser controlada na administração concomitante de digitálicos, antiarrítmicos do tipo quinidina, corticosteróides e laxantes. Nos casos de hipocalemia ou nos pacientes desnutridos, pode ser necessária a administração de potássio. A avaliação periódica da glicemia e glicosúria é recomendada nos diabéticos ou nos suspeitos de diabetes latente. O aumento da uricemia pode favorecer um acesso de gota.

Pode ocorrer exacerbação ou ativação de lupus eritematoso sistêmico. Do mesmo modo que outros medicamentos, os pacientes devem ser observados regularmente para possíveis ocorrências de discrasias sangüíneas, lesões hepáticas ou outras reações idiossincráticas.

Gravidez: não se recomenda.

Lactação: a furosemida passa para o leite materno.

Uso pediátrico: foram relatadas calcificações renais em recém-nascidos excessivamente prematuros tratados com furosemida endovenosa. A administração concomitante de clortiazida pode diminuir a hipercalciúria e dissolver alguns cálculos.

Em pacientes portadores de cirrose hepática e ascites, a terapia com furosemida deve ser iniciada em hospitais. No coma hepático e nos estados de depleção de eletrólitos deve-se restabelecer as condições básicas do paciente antes do início do tratamento com furosemida. A súbita alteração de fluídos e do balanço eletrolítico em pacientes com cirrose pode precipitar o coma hepático. A administração de cloreto de potássio e, se necessário, de um antagonista da aldosterona é útil na prevenção da hipocalemia e alcalose metabólica. Se ocorrer aumento da azotemia e oligúria durante o tratamento de afecções renais severas progressivas, a administração de furosemida deve ser interrompida. O aparecimento de zumbidos ou a diminuição reversível ou irreversível da audição devidos à ototoxicidade da furosemida geralmente são associados à injeção rápida, disfunção renal severa, doses excessivas ou associações com antibióticos aminoglicosídeos, ácido etacrínico ou outros medicamentos ototóxicos. No caso de utilização de altas doses por via parenteral, recomenda-se a infusão endovenosa lenta.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

O principal efeito da superdosagem é a ocorrência de hipovolemia com problemas eletrolíticos. O tratamento consiste no retorno do equilíbrio hidro-eletrolítico, compensando as perdas. Os efeitos adversos são exacerbados com dosagens excessivas.

Interações Medicamentosas

Associações com cefaloridina pode aumentar sua nefrotoxidade, com ácido tienílico pode ocorrer risco de insuficiência renal aguda; com lítio ocorre um aumento da litiemia com sinais de superdosagem.

Pode ocorrer risco de insuficiência renal aguda nos pacientes desidratados quando usado com anti-inflamatórios não esteróides.

Os antiácidos diminuem a absorção digestiva do diurético. Administrá-los após 2 horas da ingestão da furosemida.

A indometacina diminui o efeito da furosemida. A furosemida potencializa a ação de antiarrítmicos, cardiotônicos e hipertensores.

Pacientes Idosos

Os pacientes idosos podem ser mais sensíveis aos efeitos hipotensores e eletrolíticos. os pacientes de idade mais avançada tem um risco maior de apresentar colapso circulatório e problemas tromboembólicos.

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