Hepatite C – causas e sintomas


A hepatite C é uma doença viral que leva à inflamação do fígado e raramente desperta sintomas, sendo assim, a maioria das pessoas que possui a doença não sabe que são portadores de hepatite C, muitas vezes descobre através de uma doação de sangue ou pela realização de exames de rotina, ou quando aparecem os sintomas de doença avançada do fígado, o que geralmente acontece décadas depois.

A hepatite C é causada por um vírus e sua transmissão ocorre por meio do contato com sangue contaminado, seja por transfusão de sangue, acidentes com material contaminado, no caso de trabalhadores na área da saúde, ou por meio de drogas injetáveis.

Hepatite C – causas e sintomas

A transmissão de mãe para filho é rara, cerca de 5%, ocorre no momento do parto. A maioria dos estudos não conseguiu comprovar a transmissão da hepatite C por contato sexual.

A hepatite C apresenta duas características importantes: a primeira é o fato de tratar-se de uma infecção que pode permanecer assintomática até fases avançadas. A destruição do fígado ocorre lentamente, e, às vezes, os sintomas só surgem muitos anos depois da contaminação e a maioria dos pacientes infectados pelo vírus não suspeita da contaminação.

A doença pode manifestar-se nas formas aguda e crônica, sendo que, a maioria das pessoas que está infectada com o vírus, tem hepatite C crônica, pois a doença geralmente não manifesta sintomas em sua fase inicial. Os sintomas da hepatite C aguda incluem mal-estar, náuseas e vômitos, icterícia (pele amarelada), comichão pelo corpo, cansaço, e dor abdominal na região do fígado (abaixo das costelas à direita). Os seguintes sintomas também podem ocorrer com a infecção por hepatite C, e são decorrentes da doença do fígado avançada:

  • Dor abdominal
  • Inchaço abdominal
  • Sangramento no esôfago ou no estômago
  • Urina escura
  • Fadiga
  • Febre
  • Coceira
  • Icterícia
  • Perda de apetite
  • Náusea e vômitos
Hepatite C

Hepatite C

Mais sobre a Hepatite C

O grande risco da hepatite C é quando esta se torna uma infecção crônica. Depois da contaminação, sintomática ou não, apenas 20% dos pacientes conseguem se livrar espontaneamente do vírus C. Os outros 80% permanecem infectados pelo resto da vida. São estes que sofrerão as complicações da hepatite C. Considera-se infecção crônica se o vírus ainda estiver presente no organismo após 6 meses de contaminação. Se após 6 meses, o sistema imunológico não conseguiu se livrar do vírus, a chance de cura espontânea posterior é baixíssima.

Veja algumas maneiras de prevenir a Hepatite C:

  • Não utilizar drogas injetáveis;
  • Não compartilhar seringas ou outros objetos cortantes;
  • Verificar se todo material usado em coleta de sangue para exames ou aplicação de remédios injetáveis é descartável;
  • Usar somente o seu material individual de limpeza e remoção de cutículas quando for à manicure;
  • Não fazer sexo sem camisinha;
  • Fazer piercings, tatuagens e acupuntura apenas em locais bem higienizados e com agulhas e materiais descartáveis;
  • Vacinar-se contra as Hepatites A e B para evitar as outras formas da doença;
  • Verificar as condições de higiene dos hospitais onde fizer transfusão de sangue, afinal esta é uma das maneiras mais fáceis de adquirir o vírus.

O tratamento da doença é feito por meio de uma combinação de uma injeção de substância antiviral produzida pelo nosso corpo contra o VHC que deve ser aplicada três vezes na semana e uma droga de uso oral chamada ribaveriva. O tratamento pode durar entre seis meses e um ano e as substâncias usadas são distribuídas gratuitamente pelo SUS.