Hepatite autoimune – causas e sintomas


A hepatite autoimune é uma doença rara, na qual o sistema imune ataca as células do próprio fígado fazendo com que fique inflamado, provocando sintomas como dor abdominal, pele amarelada ou fortes náuseas, por exemplo. Por ser uma doença provocada pelo sistema imune, não se pega hepatite autoimune e também é raro que a doença seja transmitida de pais para filhos.

A hepatite autoimune é considerada uma doença rara, sendo causada por um distúrbio do sistema imunológico, que passa a reconhecer as células do fígado, principalmente os hepatócitos, como estranhas. A partir disso, o sistema imune desencadeia uma inflamação crônica do fígado, causando a formação de fibroses no órgão.

Hepatite autoimune – causas e sintomas

A apresentação é geralmente inespecífica, com fadiga, náusea, dor abdominal e dores articulares, mas o quadro clínico inicial pode variar desde o paciente completamente assintomático até a falência hepática com encefalopatia.

A doença pode se manifestar em qualquer pessoa e em qualquer faixa etária, esse tipo de hepatite atinge entre 11 e 17 pessoas a cada 100 mil, sendo mais comum em mulheres com menos de 30 anos de idade. Acredita-se que a pessoa que desenvolve a hepatite autoimune tenha uma predisposição genética para desenvolver a doença, e que vírus e bactérias podem desencadear o processo autoimune.

Esse tipo de hepatite é consequência de um estado crônico, ou seja, estado em que houve uma inflamação de longo prazo, o que por sua vez leva a resultados permanentes no corpo.

Geralmente, a hepatite autoimune surgem antes dos 30 anos, podendo ser dividida em dois tipos:

  • Hepatite autoimune tipo 1: mais comum entre os 16 e os 30 anos, sendo caracterizada pelo surgimento de anticorpos FAN e AML no exame de sangue;
  • Hepatite autoimune tipo 2: surge, normalmente, em crianças com idade entre os 2 e os 14 anos e o anticorpo característico é o Anti-LKM1.
hepatite autoimune

Hepatite autoimune

Sintomas da hepatite autoimune

  • Dor abdominal constante;
  • Enjoos e vômitos;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Coceira leve pelo corpo;
  • Dor nas articulações;
  • Barriga inchada;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Cansaço extremo;
  • Sonolência;
  • Mal estar geral;
  • Perda de apetite.

Nem todos os pacientes apresentam sintomas de hepatite autoimune, sendo frequente que a doença seja descoberta durante um exame de sangue de rotina. A presença ou ausência de sintomas, no entanto, não significa diferença no estágio da doença, o grau de inflamação do fígado e a presença ou não de cirrose, independente da existência de sintomas, surgirão eventualmente em 70% dos casos inicialmente assintomáticos.

A hepatite autoimune tem cura através do transplante de fígado, no entanto a cirurgia apenas é utilizada nos casos mais graves, uma vez que a doença pode ser controlada com o uso de remédios corticoesteroides ou imunossupressores.

Caso o tratamento adequado não seja realizado logo de início, a doença pode ter uma progressão perigosa para o indivíduo com o desenvolvimento de cirrose e suas complicações como varizes de esôfago, ascite e encefalopatia hepática. Dentre os principais medicamentos estão os corticoides que visam diminuir a produção de substâncias responsáveis pela defesa, os chamados anticorpos, isso diminuirá as inflamações causadas no fígado.