Bula do remédio Zocor


Zocor

Bula do remédio Zocor. Princípios Ativos Sinvastatina.

Indicação

Para que serve?

Em pacientes com doença coronariana, Zocor é indicado para: reduzir o risco de morte; reduzir o risco de morte por doença coronariana e de infarto não fatal do miocárdio; reduzir o risco de realização de procedimentos de revascularização do miocárdio (bypass da artéria coronariana ou angioplastia coronariana transluminal percutânea) e retardar a progressão da aterosclerose coronariana, inclusive reduzindo o desenvolvimento de novas lesões e de novas oclusões totais. Hipercolesterolemia: redução dos níveis elevados de colesterol total e de colesterol-LDL em pacientes com hipercolesterolemia primária, quando a resposta à dieta e a outras medidas não farmacológicas isoladamente tenha sido inadequada. Zocor eleva o colesterol-HDL e portanto, reduz a relação colesterol LDL/HDL e a relação colesterol total/colesterol-HDL. Redução dos níveis elevados de colesterol em pacientes com hipercolesterolemia combinada e hipertrigliceridemia, quando a hipercolesterolemia for a anormalidade mais preocupante.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Hipersensibilidade a qualquer componente desta preparação. Doença hepática ativa ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases séricas. Gravidez e lactação.

Posologia

Como usar?

O paciente deve iniciar uma dieta padrão redutora de colesterol antes de receber Zocor e deve continuar nesta dieta durante o tratamento. Hipercolesterolemia: a dose inicial usual é de 10 mg/dia em dose única à noite. Pacientes com hipercolesterolemia leve a moderada podem ser tratados com a posologia inicial de 5 mg de Zocor. Ajustes posológicos, se necessários, devem ser feitos a intervalos não inferiores a 4 semanas, até o máximo de 40 mg/dia em dose única, à noite. Se o nível de colesterol- LDL for reduzido para menos de 75 mg/dia, ou se o colesterol total plasmático for reduzido para menos de 140 mg/dl, deve-se considerar a redução da dose de Zocor. Doença coronariana: pacientes com doença coronariana podem ser tratados com a dose inicial de 20 mg/dia administradas em dose única à noite. Ajustes da posologia, se necessários, devem ser realizados conforme orientação descrita anteriormente. Terapia concomitante: Zocor é eficaz isoladamente ou em combinação com os seqüestrantes de ácidos biliares. Em pacientes recebendo ciclosporina, fibratos ou niacina concomitantemente com Zocor, a dose máxima recomendada é de 10 mg/dia. Posologia na insuficiência renal: como Zocor não é significativamente excretado pelos rins, não devem ser necessárias modificações posológicas em pacientes com insuficiência renal moderada. Em pacientes com insuficiência renal grave (depuração de creatinina < 30 ml/min), deve-se avaliar cuidadosamente a utilização de doses acima de 10 mg/dia e, quando estas doses forem necessárias, devem ser introduzidas com cautela. – Superdosagem: foram relatados poucos casos de superdosagem; nenhum paciente apresentou sintomas específicos e todos se recuperaram sem seqüelas. A dose máxima ingerida foi de 450 mg. Na ocorrência de superdosagem, devem ser adotadas as medidas usuais de tratamento.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

É geralmente bem tolerado; a maioria dos efeitos colaterais foi de natureza leve e transitória. Em estudos clínicos controlados na fase anterior à comercialização da sinvastatina, os efeitos adversos que ocorreram, considerados pelo investigador como possível, provável ou definitivamente relacionados ao medicamento foram: dor abdominal, constipação, e flatulência. Outros efeitos colaterais que ocorreram foram astenia e cefaléia. Miopatia foi raramente relatada. Os seguintes efeitos adversos adicionais foram relatados em estudos clínicos não controlados ou após a comercialização: náusea, diarréia, erupção cutânea, dispepsia, prurido, alopecia, tontura, câimbra muscular, mialgia, pancreatite, parestesia, neuropatia periférica, vômitos e anemia. Raramente ocorreram rabdomiólise e hepatite/icterícia. Foi raramente relatada uma síndrome aparentemente de hipersensibilidade, que inclui alguns dos seguintes achados: angiodema, síndrome semelhante a lúpus, polimialgia reumática, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, aumento de VHS, artrite, artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, vermelhidão, dispnéia e mal-estar. Achados de testes laboratoriais: aumentos persistentes e acentuados de transaminases séricas foram raramente relatados. Foram relatados aumentos de fosfatase alcalina e gama-glutamil transpeptidase. Alterações nos testes de função hepática foram geralmente leves e transitórias. Aumentos nos níveis de creatininaquinase sérica (CK) derivada do músculo esquelético foram relatados.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Efeitos musculares: a sinvastatina e outros inibidores da HMG-CoA redutase ocasionalmente causam miopatia, que se manifesta como dor muscular ou fraqueza associada a grandes elevações de creatinina quinase (CK) (> 10 vezes o limite superior da normalidade). Rabdomiólise, com ou sem insuficiência renal aguda secundária à mioglobinúria, foi raramente relatada. Miopatia causada por interações medicamentosas: a incidência e a gravidade de miopatia aumentam com a administração concomitante de inibidores da HMG-CoA redutase e drogas que podem causar miopatia quando administradas isoladamente, tais como genfibrozil e outros fibratos e com doses hipolipemiantes ( 1 g/dia) de niacina (ácido nicotínico). Além disso, o risco de miopatia parece aumentar com níveis elevados de atividade inibitória da HMG-CoA redutase no plasma. A sinvastatina e outros inibidores da HMG-CoA redutase são metabolizados pela isoforma 3A4 do citocromo P450. Algumas drogas que possuem efeito inibitório significativo desta via metabólica em doses terapêuticas podem elevar substancialmente os níveis plasmáticos dos inibidores da HMG-CoA redutase e desse modo aumentar o risco de miopatia. Essas drogas incluem ciclosporina, o bloqueador do canal de cálcio da classe dos tetralol, mibefradil; itraconazol; cetoconazol e outros antifúngicos azólicos, os antibióticos macrolídeos eritromicina e claritromicina e o antidepressivo nefazodona. Reduzindo o risco de miopatia: medidas gerais: pacientes que iniciam a terapia com sinvastatina devem ser avisados sobre o risco de miopatia e orientados a relatar imediatamente dores musculares inexplicadas, dolorimento ou fraqueza. Níveis de CK 10 vezes acima do limite superior da normalidade em pacientes com sintomas musculares inexplicados indicam miopatia. A terapia com sinvastatina deve ser descontinuada se miopatia for diagnosticada ou suspeita. Na maioria dos casos, quando os pacientes interrompem imediatamente o tratamento, os sintomas musculares e aumentos de CK desaparecem. Dentre os pacientes com rabdomiólise, muitos apresentavam histórico médico complicado. Alguns apresentavam insuficiência renal preexistente, geralmente como conseqüência de diabetes de longa data. Em tais pacientes, aumentos de dose requerem cuidado. Igualmente, uma vez que não há conseqüências adversas conhecidas da interrupção da terapia por curtos períodos, o tratamento com sinvastatina deve ser interrompido alguns dias antes de cirurgia eletiva de grande porte e diante do aparecimento de qualquer condição aguda médica ou cirúrgica importante. Medidas para redução do risco de miopatia causadas por interações medicamentosas: diante da consideração de combinar sinvastatina com qualquer droga que possa interagir com ela, os médicos devem pesar os riscos e benefícios potenciais e devem monitorizar cuidadosamente seus pacientes para qualquer sinal e sintoma de dor muscular, dolorimento ou fraqueza, particularmente durante os primeiros meses de terapia e durante qualquer período de titulação de aumento de dose de cada droga. Determinações periódicas de CK devem ser consideradas em tais situações, mas não há garantia de que tal monitorização irá prevenir miopatia. O uso combinado de sinvastatina com fibratos ou niacina deve ser evitado a menos que os benefícios ou alterações adicionais nos níveis lipídicos possam superar os riscos aumentados desta combinação de drogas. Combinações de fibratos ou niacina com doses baixas de sinvastatina têm sido usadas, sem ocorrência de miopatia em estudos clínicos pequenos, de curta duração, adequadamente monitorizados. A adição destas drogas a inibidores da HMG-CoA redutase tipicamente proporciona redução adicional muito discreta do LDL-colesterol, mas reduções adicionais de triglicérides e aumentos adicionais de HDL-colesterol podem ser obtidos. Se uma destas drogas tiver que ser usada com a sinvastatina, a experiência clínica sugere que o risco de miopatia é menor com a niacina do que com os fibratos. Em pacientes recebendo concomitantemente ciclosporina, fibratos ou niacina, a dose de sinvastatina geralmente não deve exceder 10 mg, já que o risco de miopatia aumenta substancialmente com doses mais altas. A interrupção da terapia com sinvastatina durante tratamento com um antifúngico azólico sistêmico ou antibiótico macrolídeo deve ser considerada. O uso de mibefradil juntamente com a sinvastatina deve ser evitado. O uso concomitante com outros medicamentos que em doses terapêuticas sabidamente possuem efeito inibitório significativo no citocromo P450 3A4, deve ser evitado a menos que os benefícios da terapia combinada superem o risco aumentado. Efeitos hepáticos: em estudos clínicos, aumentos persistentes e acentuados (acima de 3 vezes o limite superior da normalidade) das transaminases séricas ocorreram em poucos pacientes adultos que receberam sinvastatina. Quando a droga foi suspensa ou descontinuada nestes pacientes, usualmente os níveis de transaminase geralmente caíram lentamente para os níveis pré-tratamento. Os aumentos não foram acompanhados de icterícia ou de outros sinais clínicos ou sintomas. Não houve evidência de hipersensibilidade. Alguns desses pacientes apresentavam testes de função hepática anormais antes da terapia com sinvastatina e/ou consumiam quantidades substanciais de álcool. Recomenda-se a realização de testes de função hepática antes do início da terapia e periodicamente depois disso (por exemplo, de 6 em 6 meses), no primeiro ano de tratamento ou até 1 ano após o último aumento da dose, em todos os pacientes. Pacientes que estiverem recebendo doses de 80 mg devem realizar teste adicional aos 3 meses. Deve-se dar especial atenção àqueles pacientes que apresentarem aumento de transaminases séricas; nesses pacientes, as medidas devem ser repetidas prontamente e realizadas mais freqüentemente. Se os níveis de transaminase continuarem a aumentar e, particularmente se aumentarem acima de 3 vezes o limite superior da normalidade e de forma persistente, a droga deve ser descontinuada. A droga deve ser utilizada com cautela em pacientes que consomem quantidades substanciais de álcool e/ou tenham história de doença hepática. Hepatopatias ativas ou aumentos inexplicados de transaminases são contra-indicações para o uso de sinvastatina. Assim como com outros hipolipemiantes, aumentos moderados (inferiores a 3 vezes o limite superior da normalidade) de transaminases séricas foram relatados após a terapia com sinvastatina. Essas alterações apareceram logo após o início da terapia com sinvastatina, foram geralmente transitórias e não acompanhadas por quaisquer sintomas e a interrupção do tratamento não foi necessária. Avaliações oftalmológicas: mesmo na ausência de qualquer terapia medicamentosa, é previsível que com o tempo ocorra um aumento da prevalência de opacidade do cristalino, como resultado do envelhecimento. Dados atuais de estudos clínicos de longo prazo não indicam efeito adverso da sinvastatina no cristalino de seres humanos. Gravidez: é contra-indicado durante a gravidez. A aterosclerose é um processo crônico e a descontinuação dos agentes hipolipemiantes durante a gravidez deve ter pequeno impacto sobre o resultado do tratamento da hipercolesterolemia primária, a longo prazo. Ademais, o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são componentes essenciais para o desenvolvimento fetal, incluindo a síntese de esteróis e de membranas celulares. Em virtude da capacidade dos inibidores da HMG-CoA redutase tais como Zocor, diminuírem a síntese do colesterol e, possivelmente, de outros produtos da biossíntese do colesterol, Zocor é contra-indicado durante a gravidez. Zocor deve ser administrado a mulheres em idade fértil apenas quando essas pacientes tiverem muito pouca probabilidade de engravidar. Se a paciente engravidar durante o uso do medicamento, Zocor deve ser interrompido imediatamente e a paciente deve ser informada acerca dos possíveis riscos para o feto. Há poucos relatos de anomalias congênitas em bebês cujas mães foram tratadas durante a gravidez com inibidores da HMG-CoA redutase. Em uma revisão do acompanhamento prospectivo de aproximadamente 100 gestações, em mulheres expostas a Zocor ou a outro inibidor da HMG-CoA redutase estruturalmente relacionado, a incidência de anomalias congênitas, abortos espontâneos e mortes fetais/natimortos não excedeu o previsto para a população em geral. Como a segurança em gestantes não foi estabelecida e não há benefício aparente na terapia com Zocor durante a gravidez, o tratamento deve ser imediatamente descontinuado ao se confirmar a gravidez. Nutrizes: não se sabe se a sinvastatina ou os seus metabólitos são excretadas no leite humano. Como muitas drogas são excretadas desta forma, e devido ao potencial para reações adversas graves em lactentes, as mulheres que tomam Zocor não devem amamentar seus filhos. Uso pediátrico: ainda não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em crianças. Zocor não é recomendado para uso pediátrico. Idosos: para pacientes com idade acima de 65 anos, que receberam sinvastatina em estudos clínicos controlados, a eficácia avaliada por meio da redução dos níveis de colesterol total e de colesterol-LDL, mostrou ser semelhante àquela observada na população como um todo e não houve aumento aparente na freqüência de achados adversos clínicos ou laboratoriais. – Interações medicamentosas: o risco de rabdomiólise aumenta com o uso concomitante de Zocor e drogas que apresentam efeito inibitório significativo no citocromo P450 3A4 em doses terapêuticas (tais como ciclosporina, mibefradil, itraconazol, cetoconazol, eritromicina, claritromicina e nefazodona) ou com derivados do ácido fíbrico ou niacina. Derivados cumarínicos: em dois estudos clínicos, um realizado com voluntários normais e outro com pacientes hipercolesterolêmicos, 20-40 mg/dia a sinvastatina potencializou discretamente o efeito de anticoagulantes cumarínicos: o tempo de protrombina, expresso como Relação Internacional Normal (INR), aumentou dos valores basais de 1,7 a 1,8 e de 2,6 a 3,4 nos estudos realizados com voluntários e com pacientes, respectivamente. Em pacientes tomando anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deve ser determinado antes do início do tratamento com sinvastatina e freqüentemente no período inicial do tratamento para assegurar que não ocorra nenhuma alteração significativa no tempo de protrombina. Uma vez que o tempo de protrombina tenha se estabilizado, os intervalos de tempo para monitoramento poderão ser aqueles geralmente recomendados para os pacientes em tratamento com anticoagulantes cumarínicos. Se a dose de sinvastatina for modificada ou se esta droga for descontinuada, deve ser repetido o mesmo procedimento. A terapia com sinvastatina não foi associada com sangramento ou com alterações no tempo de protrombina em pacientes que não estavam tomando anticoagulantes.

Composição

Cada comprimido contém 5, 10, 20 ou 40 mg desinvastatina. Ingredientes inativos: hidroxianisol butilado; ácido ascórbico; ácido cítrico; celulose microcristalina; amido; estearato de magnésio; lactose; hidroxipropilmetilcelulose; hidroxipropilcelulose; dióxido de titânio; talco; óxido férrico amarelo; óxido férrico vermelho.

Apresentação

Comprimidos de 5, 10, 20 e 40 mg, em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos.

Laboratório

Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.

SAC: 0800-0122232