Bula do remédio Paluquina


Paluquina

Bula do remédio Paluquina. Classe terapêutica dos Antimalaricos. Princípios Ativos Sulfato de Quinina, Azul de Metileno, Protoxalato de Ferro e Bicloridrato de Quinina.

Indicação

Para que serve?

Tratamento da malária, especialmente nos casos de malária por Plasmodium falciparum resistente à cloroquina. Paluquina pode ser empregado em associação com pirimetamina, sulfa ou com tetraciclinas.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Portadores de neurite óptica ou de zumbidos no ouvido; hipersensibilidade à quinina; psoríase; gravidez e lactação; pacientes com história de hemoglobinúria.

Posologia

Como usar?

Injetável: esta via só deve ser usada como início de tratamento quando o paciente estiver muito fraco, com a doença já bem avançada, quando o paciente estiver fazendo vômito. Após a melhoria deste quadro prosseguir o tratamento por via oral, e o tratamento completo deverá ser de 10 a 15 dias. Adultos, 1,5 mg a 2,0 mg de Paluquina por dia, depois poderá prosseguir o tratamento para evitar recidiva por mais 15 a 30 dias tomando um comprimido ou 1 cápsula de Paluquina ao dia. Adultos: 1 a 1 e 1/2 ampola a cada 6 a 8 horas diluídas em solução, fisiológica 300 a 500 ml e aplicar lentamente por via endovenosa no mínimo 1 hora. Crianças: a dose recomendada é de 25 mg/kg de peso, dividida em 2 doses a cada 6 a 8 horas uma da outra, dissolvida em solução fisiológica e aplicada lentamente por via endovenosa, ou a critério médico. Nunca aplicar Paluquina por via intramuscular. – Comprimidos e cápsulas: tomar sempre após ingerir algum alimento ou após as principais refeições. Adultos: 1 comprimido 3 vezes ao dia, (de 8 em 8 horas), ou 1 cápsula 4 vezes ao dia (de 6 em 6 horas). Crianças: a dose recomendada é de 25 mg/kg de peso a cada 8 horas. Como dosagem básica recomenda-se: crianças até 1 ano: 1/4 do comprimido a cada 12 horas ou o conteúdo de 1/4 cápsula a cada 8 horas. Crianças de 1 a 3 anos: 1/2 comprimido a cada 12 horas ou o conteúdo de 1/2 cápsula a cada 8 horas. Crianças de 4 a 6 anos: 1 comprimido a cada 12 horas ou 1 cápsula a cada 10 horas. Crianças de 7 a 11 anos: 1 comprimido a cada 10 horas ou 1 cápsula a cada 8 horas. Crianças acima de 12 anos: receberá um tratamento quase idêntico a um adulto, com dosagem um pouco menor.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Reações dermatológicas e alérgicas, suor e ocasionais edema de face, asma, distúrbios visuais incluindo visão confusa, zumbido no ouvido, surdez e vertigem, dor de cabeça, náuseas, vômitos, febre, agitação, confusão e síncope. Angina, hipotensão arterial e falha cardíaca podem ocorrer após a administração da infusão endovenosa. – Superdosagem: o tratamento inicial de superdosagem com quinina consiste na tentativa de remover qualquer resíduo do estômago por lavagem gástrica ou êmese induzida com xarope de ipeca. A pressão sangüínea e a função renal devem ser assistidas. Respiração artificial pode ser necessária, assim como o uso de sedativos, oxigênio e outras medicações de suporte. O balanço eletrolítico deve ser mantido com fluidos intravenosos. A acidificação da urina promove a excreção renal de quinina, contudo, em presença de hemoglobinúria, a acidificação da urina pode aumentar o bloqueio renal. A quinina pode ser rapidamente dialisável por hemodiálise ou por procedimentos de hemoperfusão. A evidência de angioedema ou asma pode requerer o uso de epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos. Na fase aguda da amaurose tóxica (catarata negra) causada pela quinina, a administração de vasodilatadores pode ser empregada.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Níveis plasmáticos aumentados de digoxina e digitoxina tem ocorrido após a administração concomitante com quinina. Devido aos possíveis efeitos similares decorrentes do uso da quinina, é recomendável que os níveis plasmáticos destas duas drogas sejam observados nos pacientes fazendo uso concomitante com o produto. O uso simultâneo de antiácidos contendo sais de alumínio pode prejudicar a absorção de quinina. A quinina pode intensificar a ação da warfarina e outros anticoagulantes orais. Os efeitos de bloqueadores neuromusculares (particularmente pancurônio, succinilcolina e tubocurarina) podem ser potencializados pela quinina, resultando em dificuldades respiratórias. Alcalinizantes urinários (tais como, acetazolamida e bicarbonato de sódio), podem elevar a concentração sangüínea da quinina para níveis tóxicos.

Composição

Cada ampola contém: dicloridrato de quinina 500mg. Veículo q.s.p. 5 ml. Cada comprimido contém: sulfato de quinina 500 mg; Excipiente q.s.p. 600 mg. Cada cápsula contém: sulfato de quinina 400 mg. Excipiente q.s.p. 450 mg.

Apresentação

Caixa contendo 50 ampolas. Caixa contendo 20 envelopes de 10 comprimidos. Caixa contendo 20 envelopes contendo 10 cápsulas.

Laboratório

Quimioterápica Brasileira Ltda.