Bula do remédio Kabikinase


Kabikinase

Bula do remédio Kabikinase. Classe terapêutica dos Tromboliticos. Princípios AtivosEstreptoquinase.

Indicação

Para que serve?

Infarto agudo do miocárdio (IAM). Trombose venosa profunda (TVP). Embolia pulmonar maciça (EP). Oclusão arterial aguda por êmbolo ou trombo. Coagulação dos shunts de hemodiálise. Adesões intrapleurais e trombose de prótese valvular tricúspide.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Predisposição a sangramento: desde que a terapia trombolítica pode dissolver o tampão (plug) hemostático, a estreptoquinase está contra-indicada nas seguintes situações: procedimentos traumáticos ou trauma recente (< 10 dias) por exemplo: cirurgia, punção de vasos não compressíveis (veias subclávia, jugular, etc.), compressão cardíaca externa e intubação endotraqueal. Probabilidade da existência de doença arterial cerebral, por exemplo: pacientes portadores de hipertensão severa ou não controlada, retinopatia hipertensiva ou diabética, história de perda da consciência (últimos 2 meses) e patologia cerebrovascular conhecida. Sangramento ativo, por exemplo: diátese hemorrágica (defeito de hemostasia por trombocitopenia, insuficiências renal e hepática severas), lesões ulcerativas nos últimos 6 meses (úlcera péptica, colite ulcerativa, ou diverticulite), sangramento menstrual, gravidez, estados pós-parto, tuberculose ativa e tumores. Probabilidade da existência de êmbolos cardíacos, por exemplo: doença valvular mitral com fibrilação atrial e endocardite bacteriana. Terapia recente com estreptoquinase (> 5 dias < 6 meses) devido a um alto título prévio de anticorpos neutralizantes.

Posologia

Como usar?

Infarto agudo do miocárdio (IAM): administração endovenosa de 1-2.000.000 UI (média de 1.500.000 UI) ou administração intracoronariana de 250.000-300.000 UI durante 30-60 minutos. Trombose venosa profunda, embolia pulmonar e oclusão arterial: A dose padrão é de 250.000 UI administrada, inicialmente, através de infusão endovenosa em 100/300 ml de soluções isotônicas salina ou de glicose, durante um período de 30 minutos. Como dose de manutenção, 100.000 UI são administrados, de hora em hora, durante 3 dias. E importante que as infusões sejam realizadas em velocidade constante. Se possível, é aconselhável um controle flebográfico. Caso não seja observado nenhum efeito clínico após 3 dias, o tratamento deverá ser suspenso. Se for necessário, o tratamento com Kabikinase poderá ser prolongado por 1-3 dias. Para a dose de manutenção, que é iniciada imediatamente após a dose de ataque, recomenda-se administrar 1.200.000 UI de Kabikinase dissolvidas em 500 ml de solução salina isotônica ou de glicose isotônica, pelo período de 12 horas. O tratamento com Kabikinase deve ser seguido de terapia anticoagulante. O uso de heparina, geralmente é mais seguro quando iniciado 4 horas após o término do tratamento com Kabikinase. Coagulação nos shunts de hemodiálise: para a lise do coágulo nos shunts arteriovenosos 100.000 UI de Kabikinase são dissolvidos em 100 ml de solução salina isotônica, 10.000 – 25.000 UI (10-25 ml) são introduzidos anteriormente à obstrução, e logo a seguir, deve-se ocluir o lado venoso do shunt com auxílio de uma pinça. Uma seringa estéril é então conectada ao lado arterial do shunt para formar um êmbolo de ar, contra o qual a artéria possa pulsar. Se necessário este procedimento pode ser repetido após 30-45 minutos. Adesão intrapleural: uma solução de 250.000 UI de Kabikinase em 100 ml de solução salina isotônica é instilada no espaço pleural através de um tubo de drenagem (de preferência tubo de 2-3 vias). O tubo é ocluído por 4 horas. Após liberação do tubo, aspiração contínua deve ser instituída. A administração de Kabikinase é feita, geralmente, uma vez ao dia e pode ser repetida tantas vezes quantas forem necessárias. O tratamento é suspenso quando a reexpansão pulmonar for atingida de maneira satisfatória e/ou a quantidade de líquido pleural, removido após o aumento inicial, seja mínima ou ausente. Prótese de válvula tricúspide: complicações trombóticas ou associadas à prótese valvular tricúspide podem ser tratadas com uma dose-padrão de Kabikinase (250.000 UI durante 30 minutos por infusão venosa e 100.000 UI/hora) por um período não superior a 24 horas ou até o reaparecimento do som metálico a ausculta cardíaca. – Preparação da solução: reconstituir o conteúdo do frasco de Kabikinase 250.000 UI/750.000 UI em 5 ml de água destilada e Kabikinase 1.500.000 UI em 10 ml de água destilada, executando suaves movimentos de rotação para evitar a formação de bolhas. Em seguida diluir a solução reconstituída em solução salina isotônica ou de glicose isotônica. A solução reconstituída não deverá ser administrada sem prévia diluição.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Uma elevação da temperatura corporal de 1-2ºC geralmente ocorre 5-8 horas após o início da administração de Kabikinase e, geralmente, desaparece espontaneamente após 24 horas. Reações alérgicas, tais como, rash cutâneo ou urticária são raras e podem ser prevenidas através de pré-medicação com corticosteróides (15 mg de prednisolona ou uma quantidade equivalente de outros glicocorticóides). Pode ocorrer sangramento em sítios cirúrgicos ou de punção, assim como, um aumento de fluxo menstrual existente. Em casos de sangramento severo a terapia com estreptoquinase deve ser descontinuada. Caso seja necessária uma rápida reversão do estado fibrinolítico deverá ser instituído um tratamento com ácido tranexâmico, o qual deverá sempre estar disponível para uso endovenoso. Os expansores plasmáticos estão indicados na reposição do déficit de volume sangüíneo. Sangramento de menor importância geralmente pode ser controlado sem ser necessária a interrupção do tratamento.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Kabikinase não deve ser administrada por via intramuscular. Idade avançada (> 70 anos) é sempre uma contra-indicação relativa. Todas as contra-indicações devem ser rigorosamente observadas. – Interações medicamentosas: o uso concomitante de Kabikinase com agentes anticoagulantes (heparina, derivados cumarínicos) e alguns agentes antiplaquetários (derivados pirazolônicos), pode aumentar o risco de sangramento. Na eventualidade do uso concomitante, a possibilidade de hemorragia deve ser considerada e o paciente mantido sob rigorosa monitorização. O uso concomitante de estreptoquinase e ácido acetilsalicílico, na dose de 160 mg diários, tem se mostrado benéfico, proporcionando um efeito aditivo à terapia trombolítica, reduzindo o índice de mortalidade no infarto agudo do miocárdio. – Uso na gravidez: a segurança do uso de estreptoquinase durante a gravidez não tem sido estabelecida e, conseqüentemente, não é recomendada. No entanto, resultados satisfatórios foram obtidos em alguns estudos envolvendo mulheres grávidas que toleraram as doses usuais de estreptoquinase, sem induzir um estado fibrinolítico sistêmico no feto. De modo a evitar o descolamento prematuro da placenta (DPP), estreptoquinase não deve ser administrada durante as primeiras 18 semanas de gravidez.

Composição

Cada frasco-ampola de estreptoquinase 250.000UI, 750.000 UI e 1.500.000 UI contém, respectivamente: L-glutamato de sódio anidro 28 mg, 85 mg, 0,17 g; fosfato dibásico de sódio anidro 1,7 mg, 4 mg, 10 mg; fosfato ácido de sódio 0,4 mg, 1,20 mg, 2,3 mg; albumina humana 20% 36 mg, 0,1 g, 0,2 g.

Apresentação

Cartucho contendo 1 frasco-ampola com 250.000 UI de estreptoquinase. Cartucho contendo 1 frasco-ampola com 750.000 UI de estreptoquinase. Cartucho contendo 1 frasco-ampola com 1.500.000 UI de estreptoquinase.

Laboratório

Searle Monsanto do Brasil Ltda.